1º de JULHO - LEGIÃO URBANA
domingo, março 21, 2010
Sobre opressão e o "sexo frágil"
1º de JULHO - LEGIÃO URBANA
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
Sobre culpa, autopurgação e maldições amorosas
terça-feira, fevereiro 16, 2010
Sobre como ser uma top model esnobe e desejável!
domingo, fevereiro 07, 2010
Quando o amor acontece
segunda-feira, novembro 23, 2009
Sobre desastres afetivos e superação

"Te dei comida, velei teu sono, fui teu amigo, te levei comigo e me diz: pra mim, o que é que ficou? [...]Acho que te amava. Agora, acho que te odeio. São tudo pequenas coisas e tudo deve passar" MENINOS E MENINAS: LEGIÃO URBANA
Eu tenho minhas armaduras super-poderosas, infalíveis, na maioria das vezes, no papel de me deixar ilesa. E tem pra todos os estilos, prateadas, douradas, reluzentes, blindadas até o elmo [e a alma] mas que, por outro lado, não são nada práticas, pesam muito na bagagem emocional e estão pelo menos uns 700 anos em atraso com o mundo fashion. Pros meus amigos eu prefiro um figurino mais leve para o amor, talvez não tão seguro, mas com certeza mais bonito, atraente e estimulante do ponto de vista afetivo e da saúde mental.
Porque apesar de toda resistência sei que amar traz contradições necessárias pra nossas experiências, sei que dar afeto às pessoas certas e/ou erradas nos faz sentir mais vivos e felizes na maior parte do tempo. Porque sei que temos que enfrentar inclusive a contradição de amar pessoas também contraditórias mesmo que não exista nenhum motivo coerente pra isso e talvez coerência não caiba definitivamente neste espaço. Porque sei que às vezes investimos demais em negócios arriscados, potencialmente fracassados e mesmo assim preferimos acreditar que é possível. Porque no mundo capitalista, até nas questões afetivas, investimos apenas diante de retorno garantido, no mínimo na mesma quantidade e proporção, mas nunca menos do que precisamos e achamos justo. Porque temos a plena consciência de quando amamos alguém que não está preparado pra amar na medida em que desejamos, que não tem estrutura pra sustentar uma relação, assumir compromissos e entregas, dar suporte aos sentimentos que fluem em mão dupla e superar os próprios conflitos e, ainda assim, amamos simplesmente porque acreditamos até o fim que podemos mudar qualquer situação só com bem querer. E é por isso que também achamos justo quando damos tudo até pra quem não nos merece [apesar de não saber qual o parâmetro pra merecimento].
Porque sei que sempre achamos que aquele pequeno defeito ou aquelas pequenas incoerências que se repetem tantas vezes até nos cegar durante o cotidiano são muito menores do que o que sentimos e quando sentimos muito achamos que podemos o impossível. E é por causa disso que dói tanto quando nos traem e refiro-me a bem mais que dividir afeto com outras pessoas além de você, falar desnecessariamente de ex-amores, de amparar a auto-estima às custas dos desejos de outros esfregados na sua cara e às custas de sua carência afetiva por insegurança forjada e estimulada. Refiro-me à traição de sentimento e confiança, à incapacidade de defender com firmeza desculpas fajutas pra justificar falta de consideração e respeito.
E não se trata de reconhecer tudo isso pra se lamentar depois [lamentações só são recomendadas durante a fase de luto, depois não.] Não se trata de usar tudo isso como justificativa pra acomodação afetiva e auto-proteção. Também não se trata de usar estes argumentos pra provar que não vale a pena estar apaixonado, cometer burrices imperdoáveis, mas também se sentir bem por estar amparado e comprometido. Vai chegar um momento em que não importará mais se não te trataram bem, se te preteriram, se subvalorizaram seu afeto ou sequer entenderam ou ouviram o que você tinha pra dizer. Isso acontece!
Tudo bem se você foi um amor de ocasião, adaptado ao estado de humor ou ao dia da semana mais coveniente. E se você foi só a pessoa da quarta-feira, tanto faz! O que interessa é que é justamente nessa hora que vemos que podemos contar com as pessoas realmente significativas em nossas vidas, em qualquer circunstância e que elas nos oferecerão ombros e colo e daraõ conselhos, muitas vezes, impraticáveis, mas só porque nos cuidam e nos compreendem mesmo em estágio avançado de demência. É bem nessa hora que podemos regredir aos 5 anos de idade sem parecermos infantis e que podemos sentir pena de nós mesmos, pois auto-comiseração é mais do que merecida neste momento. É bem aí que ouvimos muitas vezes ao dia que somos melhores e mais fortes que nossos algozes e que nós sobreviveremos. Mesmo doloridos, com o coração remendado e o peito arrebentado, juntamos os cacos, colamos os ossos e nos abrimos pro que há de vir. Isso acontece e que bom que acontece!
quarta-feira, novembro 04, 2009
Sobre Concurso Público, riqueza e poder.
Darcy Ribeiro
Ser ou não ser [concursado]? Eis a questão!
Para ter riqueza, reconhecimento e poder o sujeito se adéqua a qualquer realidade, cada um de acordo com sua meta. Neste caso, pode-se recorrer à Hollywood, à Rede Globo, a grandes cargos políticos, escândalos tenebrosos pra aparecer a todo custo ou ao meio mais vislumbrado da atualidade: o Concurso Público. Com êxito garantido na prova de seleção mais difícil da vida adulta pós-vestibular [por motivos que vão da sorte ao ajuste do sujeito às particularidades da CONCURSOLÂNDIA], riqueza é um fato certo em alguns casos; o reconhecimento e o poder vêm junto no pacote e no rótulo de concursado. Para algumas pessoas passar em um concurso pode significar estabilidade financeira, libertação dos grilhões do proletariado, a paz de espírito necessária para sustentar a saúde mental e evitar um Burn out, uma depressão no trabalho e etc e aí eu acho justo. Para outras pessoas pode significar fama, dinheiro a dar com pau sem fazer esforço algum, uma vez que o status de concursado foi adquirido e quanto a isso eu não vou me posicionar, pelo menos não neste trecho.
O que é certo é que 10 entre 10 seres humanos desejam passar em um Concurso Público [é uma estimativa exagerada?]. A massificação do concurso é uma coisa tão extraordinária que alguém que dissesse que não quer fazer concurso poderia ser executado em praça pública por blasfemar contra a globalização e o capitalismo. Este ser bizarro que não tem como projeto de vida passar em qualquer concurso que seja, pra se estabilizar, pra ter dinheiro pra bancar suas necessidades consumistas, pra ser considerado o ser mais inteligente da face da Terra por ter feito não sei quantos pontos e ter se classificado em primeiro lugar para não sei que cargo suuuuuuuuuper concorrido, oferecedor de pompa e regalias diversas; esse extra-terrestre está fadado à pobreza eterna [financeiramente falando] e ao exílio para a FRACASSOLÂNDIA. Pois bem, eu devo admitir que cheguei à conclusão linda e penosa [como tudo que é martírio nesse mundo] de que eu sou este ser. Eu remo contra a maré, eu tento [quase sangrando] não me submeter a tudo que é padrão social, não por birra, mas porque ainda me guio por minhas ideologias baratas e pouco acreditadas e por causa disso posso morrer pobre ou submissa a uma empresa privada; só porque não quero estudar pra concurso. [não agora e não pra esses]
Claro que eu tenho uma consciência dolorosa sobre o mundo que me cerca, claro que o monstro consumista que existe neste corpo e nesta alma se manifesta muitas vezes ao dia e promove uma vontade ardente de mandar essas ideologiazinhas pro inferno e me entregar à alienação do luxo e da estética, de encarnar uma personagem do Manoel Carlos, dessas que só comem salada, bebem muito e torram todo o dinheiro que nasce em um poço subterrâneo [só pode] em compras e em viagens internacionais. Sendo assim, se não for pela Megasena ou se eu não der um golpe num idoso milionário, só o concurso pode proporcionar este sonho glamuroso, confortável e alienado. Mas como sei que todas estas alternativas me são inviáveis no momento, prefiro fundamentar meus desejos nas minhas ideologias baratas, porém limpinhas. Eis o mistério da Fé e da contradição! Como acredito que tenho capacidade pra trabalhar e manter meus pequenos luxos, mesmo que meu dinheiro não nasça numa mangueira, como acredito que posso conhecer muitas coisas fora da Concursolândia e acredito acima de tudo em um conceito muito diferente sobre inteligência, prefiro meu mundo de pequenas lutas diárias. Não é que esteja fazendo uma apologia ao fim dos concursos, afinal, acredito na democracia, eu só defendo aqui o direito de viver na Fracassolândia em paz e com dignidade.
quarta-feira, setembro 23, 2009
"A comédia da vida privada"
"Não leva a mal o que eu vou dizer, tá?. É que eu não vejo graça nesses jargões sexuais que você usa quase sempre quando quer me elogiar. Eu devia ficar feliz por ser desejada, mas não desse jeito. Por que tem que ser tudo tão direto e esculachado? Não dá pra ter o mínimo de criatividade e senso de sedução? Pra falar a verdade, eu fico inexplicavelmente [ou explicavelmente] incomodada, porque parece que só te interessa o que há entre minhas pernas ou o que está periférico a isso. Só isso não me apetece. Eu quero mais. Eu quero ser mais pra você. Eu quero ser inteligência, inspiração, desejo, motivação e um monte de outras coisas que eu posso ser e você nem enxerga ou sequer supõe. Essa sacanagenzinha toda que você fala, às vezes, me desqualifica. É uma questão minha. Eu sei. Isso é entre mim, minha mãe, Freud e um terapeuta pra interpretar. Eu sei. No bom popular: 'É um problema sexual meu'. Sim, é. Mas nós somos um casal, não somos? Não no sentido lírico, romântico e cor de rosa. Não há violinos tocando ao fundo de nossas conversas. Talvez nós não funcionemos da maneira mais idealizada, mas no sentido genérico HOMEM+MULHER, sim, nós somos um casal. Então, sinto informar que se você me quer como diz, me deseja como diz, me acha linda e coisa e tal, a partir de agora, meu caro, é uma questão sua também. Uma questão nossa! Porque você é o outro ser implicado nessa relação e se você não deixar de me tratar como uma boneca inflável de carne e osso, vai continuar sendo mesmo uma questão só minha, entedeu? Ou de qualquer outra pessoa que tenha o mínimo de empatia e sensibilidade. Não tome isso como ameaça, é só uma advertência. Tudo pelo bem do nosso relacionamento."
[Depois do monólogo travestido de lição de moral, o fulaninho saiu pra comprar cigarro e nunca mais voltou!]
sexta-feira, setembro 11, 2009
Sobre vingança e outros assuntos não-cristãos

Como é que dizem mesmo? “Vingança é um prato que se come frio”. Bem, eu tenho uma natureza vingativa velada, trancada a sete chaves dentro de mim, mas que não conseguiria negar por honestidade compulsiva. Se é um prato, pouco importa, poderia ser uma tigela, uma bacia ou um pires, mas minha ansiedade não suportaria que eu deixasse esfriar pra degustar. Por outro lado meu superego gritaria comigo e me faria chorar copiosamente se eu infligisse algum mal ao próximo. Nesse caso, a saída possível é desejar coisas horríveis aos meus desafetos, em silêncio, com uma ânsia sufocadora por justiça, mas sempre pedindo desculpas por deixar aparecer meu lado perverso e pouco cristão.
Pois bem, já que não posso colocar meus planos de vingança em prática porque sou uma histérica - e sair da condição de vitima poderia me render um câncer ou uma esofagite ou ainda um lugar no inferno - fico especialmente feliz quando os atos vingativos acontecem, não por minha responsabilidade, e aí está o alívio, mas por questão de justiça incontestável. É bem nessa hora que você constata que os seus sentimentos quanto àquele sujeito detestável, narcisista, perverso e infantil que partiu o coração de sua amiga e o seu por ter acreditado nele tanto quanto ela e que teve o que mereceu na hora certa, com toda pompa e circunstância, não correspondem ao ódio desmedido e passível de recriminação, mas tão simplesmente a um retorno justo de todo mal causado. Conspiração do cosmos, da Via Láctea ou de qualquer galáxia longínqua, ou só a materialização de meus desejos inconscientes? Quem poderia explicar? Ainda que sejam repercussões sobrenaturais, ver um imbecil pagando por seus pecados é realmente libertador e repito: um ato de justiça!
É claro que a justiceira aqui não se enquadra bem nos moldes de Madre Tereza. É muito provável que ondas de ódio me persigam por ai também. Eu só estou defendendo meu direito de ter sentimentos pouco nobres, desejar a morte, imaginar atos cruéis com as pessoas perversas desse mundo sem me colocar no mesmo nível de perversão. Embora todos estes desejos malignos listados sejam nada mais, nada menos do que perversão não assumida. Enfim, eu quero ir pro Céu, mas odiar e desejar vingança é inevitável. É humano, até. Claro, que é também um dilema a ser superado em uma existência inteira. É só não esquecer o bom senso e desejar o mal só por catarse e a quem merece penar nesta terra. Então fica assim: Naõ precisa ultrapassar os limites e limite eu obedeço bem porque, graças a Deus, mamãe me fez neurótica! Pelo bem dos odiados por mim, a culpa que me consome arrefece meus impulsos assassinos (além do medo de ser molestada por lésbicas na cadeia). É isso. Absolvida!
domingo, agosto 30, 2009
Amigos, amigos, outras relações à parte!
segunda-feira, agosto 17, 2009
Receita do par ideal

1 xícara e meia de carisma
2 xícaras de gentileza
2 gotas de brutalidade para temperar e dar o toque másculo da coisa toda
¼ de charme
¼ de beleza
1 l de inteligência
1 pitada de porte italiano
Senso de humor a gosto (ou à vontade, eu diria)
Modo de preparo
Despeje um pouco de essência de glamour feminino e pincele com beleza e graciosidade. Deixe cozinhando em banho-maria por 10 dias, alternando entre a atenção exagerada e total desprezo (o tal reforço intermitente na Psicologia Experimental). Não deixe passar do ponto, aparecendo sempre que necessário e sempre no momento mais oportuno. Seja engraçada, mas não inconveniente. Adicione porções consideráveis de compreensão e empatia pelas vicissitudes masculinas e agregue conhecimentos sobre esportes em geral, sobretudo, futebol. Sirva morno, nem frio, nem quente, o meio-termo é sempre mais agradável ao paladar.
Bom apetite!
sexta-feira, agosto 07, 2009
Soluções simples para uma vida harmoniosa
Conviver harmoniosamente com as diferenças é um dom. Nós, mulheres, conhecemos bem as vicissitudes de nosso humor e comportamento. Às vezes não admitimos, só pra não perder o controle da situação, mas há o reconhecimento de nossas loucuras, sim. Mas também é preciso perceber que em algumas situações falta um pouco de sensibilidade humana, o que pode causar grandes catástrofes. Eis aqui algumas dicas para não irritar a raça feminina no cotidiano.
Nunca, jamais pergunte a uma mulher de cara amarrada se ela está chateada. A expressão facial quase sempre oferece sugestões óbvias e bem claras de linguagem não verbal. E claro, que em virtude de alguns hormônios como estrogênio e progesterona ela pode estar mesmo de TPM, pode estar cansada de um dia exaustivo de trabalho, pode ter perdido o emprego, brigado com o namorado, ex-namorado, amante, marido, mãe, atropelado um cachorro ou mesmo estar com cólicas. Portanto, na dúvida, não ultrapasse o bom senso e não faça perguntas cretinas. No máximo, ofereça um chocolate, mas não explique o motivo da oferta.
Nunca, jamais paquere uma mulher enquanto você estiver em uma situação mais confortável que a dela. Ou seja, se você estiver dentro de um carro e ela estiver sob chuva torrencial ou sol escaldante nem tente dizer uma gracinha. Provavelmente o sentimento despertado seria raiva e não vaidade. Afinal, o sujeito que presenciar seu cabelo "indo por água abaixo" ou "desmanchando" merece morrer por saber demais (queima de arquivo na linguagem policial). Além do mais, ver o cara fazendo elogios nestas condições soaria irônico. Também não ofereça carona (eu sei que esta solução foi cogitada). Ela não aceitaria: primeiro porque ela não pode falar com estranhos e segundo porque, novamente, soaria irônico ou debochado. Aparência e auto-confiança estão mesmo intimamente ligadas.
Nunca, jamais, por mais intimidade que exista informe a uma mulher que ela está acima do peso, com uma espinha na cara ou precisando de um corte de cabelo. Como já dito, algumas de nós têm bom senso, espelho em casa e percebem quando as roupas não servem mais, quando o cabelo está detonado e quando os cosméticos não dão mais conta do estresse que corrompe o frágil corpo feminino.
Nunca, jamais, em tempo algum diga diretamente a uma mulher que ela não passa de uma doida -desesperada. Tomar consciência das nossas condutas histéricas sem estar em terapia pode ser um choque irrecuperável, quase um portal para o rompimento com a realidade objetiva. Por isso, seja sensível, sutil, use um eufemismo se for mesmo muitíssimo necessário proferir alguma insatisfação, mas nunca vá direto ao ponto. Ela gritaria com você de qualquer forma e ficaria profundamente magoada mesmo que você só dissesse que ela anda meio alterada ultimamente. Melhor não comentar nada. O segredo é ter empatia.
Nunca, jamais, nunquinha mesmo, ainda que você esteja com ódio mortal da desgraçada diga a ela, ou sequer sugira que sua ex-namorada é mais bonita, ou mais engraçada, ou mais compreensiva, ou mais humana, ou mais magra (ou qualquer outra comparação que beneficie a outra) do que ela. Isso é uma ferida narcísica profunda e leva anos de análise para ser superada. Ela vai se remeter a isso em todas as brigas, em todos os momentos de calmaria, quando encontrar com a macaca no shopping, na lua-de-mel em Paris, enfim, um fato relembrado a vida inteira. Numa briga, quando o ódio no coração não puder mais ficar guardado, grite que quer que ela morra. As possibilidades de perdão são maiores.
É válido ressaltar que algumas dicas se respaldam em acontecimentos auto-biográficos e outras se baseiam na natureza inventiva desta cabeça doente e cheia de clichês de seriados. Mas o que conta aqui é o propósito final, que nada mais é do que a paz mundial. No fim das contas não custa nada tentar.
sexta-feira, julho 31, 2009
Sobre os "caras legais"

Se pensarmos bem, os "caras legais" possuem uma estratégia reconhecidamente eficaz, fato que os coloca em uma situação bem mais confortável e segura ao mesmo tempo que nos deixa confusas e sem senso algum de direção. A natureza gentil (e sedutora) deles é dúbia, mas isso é parte constitutiva da "energia atrativa" que estes seres emanam ou pode ser tão somente gentileza despretensiosa; só a busca por uma vaguinha no céu. Quando podemos saber a diferença? Nunca! Talvez alguma luz, ainda que fraquinha e não confiável,vinda de um mapa astral ou aproximações interesseiras dos melhores amigos do "cara" possam direcionar alguma conclusão mais superficial, mas ainda assim tudo é só possibilidade e nada mais. Nada é certo. Nada é seguro.
Se eles estão realmente interessados em uma aproximação mais calorosa o "jeito-cara-legal-de-ser" é a deixa para a justificativa: "os sinais estavam lá o tempo todo. Você que não percebeu". Ponto pra eles. Se eles não estão interessados no amor que você tem pra dar vem o argumento: "Você entendeu tudo errado. Eu trato você bem porque sou legal. Desculpe". Ponto pra eles de novo. Até aí são 2x0 e você só tem mais uma vida, qualquer passo fora do lugar e GAME OVER!
Acho mesmo que nestas circunstâncias um guia ou um manual de sobrevivência seja necessário. Sugestão para títulos: CARAS LEGAIS: DECIFRE-OS OU ELES TE DEVORAM; CARAS LEGAIS SOB A PERSPECTIVA DOS CARAS LEGAIS; CARAS LEGAIS: MELHOR NÃO TÊ-LOS, MAS SE NÃO TEMOS, COMO SABÊ-LOS?; TRATADO SOBRE OS CARAS LEGAIS ou ainda CARAS LEGAIS À LUZ DA DIALÉTICA MARXISTA ou COMO NÃO SER OPRIMIDO POR UM CARA LEGAL. De verdade, solicito um estudo de caso urgente!Para o bem da nação e dos corações apaixonados e partidos. Essa é definitivamente uma causa humanitária.
sábado, julho 25, 2009
Sobre como ser um brócolis

VOCÊ TEM: GRAM
Nossa! Preciso sentar. Não sinto mais minhas pernas, o chão desapareceu sob meus pés e eu estou congelando. Tá frio aqui, não tá? Ou essa é só a estranheza do constrangimento? Eu me apaixonei de verdade por você, sabia? Por sua gentileza, seu senso de humor, sua inteligência. Só esqueci de averiguar se isso faria parte da sua realidade também! Esqueci de testar minha fantasia. Então era tudo platônico mesmo. Puta que pariu! Eu sempre faço isso, essa loucura toda. Tem um transtorno mental desse tipo, não tem? Erotomania, o nome, eu acho. Ou será que eu inventei isso também?
Bom. Já vou. Desculpa pelo incômodo e por minha oligofrenia, tá? A gente se vê. Ou melhor, não! É que vai dar trabalho desmontar o mundo lilás que construí pra nós dois: nosso noivado, casamento e tudo mais. Vai ser mais difícil com você por perto, entende? Não sejamos amigos, então. Preciso elaborar o luto. Vou fazer melhor, vou fingir que tudo isso não existiu. Refiro-me a essa conversa, porque o resto não existiu de fato. Eu nem sou humana!Eu sou um brócolis, na verdade. Já que, ao que parece, sou muito boa pra criar fatos e personagens, vou utilizar esse dom a meu favor pela primeira vez na vida. E não olha pra mim assim! Eu vou sobreviver. Eu sempre sobrevivo!
domingo, julho 19, 2009
Sobre rejeição e outros dilemas cotidianos

"Não foi capaz de sentir a dor de um não".
ANTES DO FIM: GRAM
sexta-feira, julho 10, 2009
O eterno retorno..
terça-feira, dezembro 23, 2008
O fim de uma era...
Esse é o último ano da nossa jornada rumo à vida adulta. Foram cinco anos e meio de muitos conflitos vivenciados e superados, na medida do possível. Mas o que seria de nossas vidas sem as tão fortalecedoras contradições? Não é assim que somos? Contraditórios em essência pra poder suportar e superar esse mundo de exigências tão cruéis?
Somos uma equipe que muitas vezes esteve no olho do furacão e, ainda assim, mantivemos o respeito e a diplomacia, condições essenciais para uma boa convivência. O que importa é que nos gostamos e nos sentimos bem juntos. O fato é que construímos bons momentos e boas histórias pra contar. Protagonizamos com tanta dedicação um roteiro tão nosso e tão particular, tão cheio de criatividade que nossos personagens deixaram marcas por onde passaram. É certo também que formamos um grupo cansado de tantas lutas, mas um grupo coeso, mesmo que colado com superbonder.
Depois de tantas experiências compartilhadas, este é o primeiro Natal que passamos juntos pra selar o fim de um ano sobrecarregado de expectativas, movimentos de reaproximações e saudosismo. Porque é bom sentir saudade daquilo que marcou nossa história. Depois de uma vida compartilhada, fica difícil compreender as mudanças que virão e mesmo assim, não é nada difícil desejar sucesso, bons sentimentos, boas vibrações e direcionar seus melhores pensamentos pras pessoas que mudaram sua forma de ver o mundo.
Que essa união de diferenças seja nosso porto seguro em muitas ocasiões, que o “Terceirão” ou os “Psicrazy” mantenham a fé nas possibilidades e que nosso “Infinito Particular” seja construído ao longo dos dias que ainda dividiremos.
Pelos dias que vivemos e pelos dias que virão, que as lembranças de tudo o que fomos se concretizem em nossos melhores desejos e fortaleçam a nossa amizade.
Um Feliz Natal e um 2009 de realizações, sucesso, boas surpresas e afeto dos que amamos...


