
Pois bem! Eu queria declarar que eu acredito no amor SIM e que não estou fechada para ele de forma alguma. Também não estou dizendo que não sou passível de incorrer no mesmo erro (de acordo com meu julgamento). Só acho contraproducente e disfuncional viver desta forma, ora mais! Um casal é feito por duas pessoas distintas e individuais, certo? Sendo assim, não faz o menooorrrr sentido querer ser uma coisa só, mesmo por que cada um foi construído de um jeito e tem suas singularidades. Se seu relacionamento chega a um ponto em que não se sabe mais se você é seu amor ou se ele é você (bem clichê de letra de música romântica, né?), PRA MIM já é avacalhação. Sabiam que o fato de uma pessoa perder a própria fronteira de ego e julgar misturar-se a outra pessoa é uma característica esquizofrênica? Vai ver que é por isso que dizem que ficamos loucos de paixão e coisa do gênero...vai saber!
Pois é, eu não estou dizendo que não possa ficar louca, só estou dizendo que neste momento, enquanto ainda estou consciente e (supostamente) sã mentalmente, não quero ter que achar que eu e meu futuro amado teremos que ser necessariamente uma pessoa só. Eu posso ter minha identidade preservada e ainda assim me entregar plenamente a esse sentimento avassalador desejado por tudo que é ser humano nesse planeta. Eu desejo amor, mas não desejo submissão. Eu quero um companheiro e não um carcereiro (ih..rimou!). Mas é o que EU desejo e desejar não custa nada. (quer dizer, custa um namorado se você desejar alto demais). Também não precisamos aceitar qualquer porcaria só pra não ficar sozinho, não é ,meu povo? Cadê nossa dignidade? A gente tem que se valorizar!
Tá! Pode ser que o tiro saia pela culatra e eu me pegue fazendo tudo o que abomino num namoro. Abandone meus amigos, deixe de gostar das minhas coisinhas, passe a ouvir pagode, não saia mais de casa se ele não deixar, só por que ele me completa em todos os sentidos. E pode até ser também que eu veja todo sentido do mundo nisso. Mas quando o “amor da minha vida”, a “razão do meu viver” (e podem acreditar que há outras razões pra minha existência) me der um belo pé na bunda e eu não tiver mais a quem recorrer, eu direi em voz alta e magoada: É! não fez o menor sentido!